domingo , 17 dezembro 2017
Home / Destaque / Seduc realiza encontro e discute direitos de profissionais não-docentes

Seduc realiza encontro e discute direitos de profissionais não-docentes

 

“Uma oportunidade para nos encontrar”. Assim resumiu a professora e chefa da divisão técnico pedagógica da Rede Municipal de Ensino, Luciane Costa, ao abrir os trabalhos na manhã desta quarta-feira (23), no auditório da Faculdade Madre Thais. O encontro teve como tema: “Profissional não-docente, um educador”, promovido pela Prefeitura de Ilhéus, através da secretaria municipal de Educação (Seduc), e reuniu cerca de 380 profissionais não-docentes, entre eles agentes administrativos, merendeiras, porteiros, serviços-gerais e vigilantes das escolas. O evento também discutiu as demandas e necessidades dos profissionais, por meio de palestras facilitadoras, elaboração de painel: “voz e vez”, além de eixos temáticos na parte da tarde.

Luciane Costa, disse que “com a realização desta reunião estendida, espera-se alcançar um apoio maior por parte destes profissionais na função educadora, entendendo e atendendo suas expectativas”. De acordo com a secretária municipal de Educação, Eliane Oliveira, “um momento como este serve não apenas para instruir, mas, também, para ouvir e, ouvindo, valorizar este profissional como indivíduo participante do sistema educacional”, frisou.

“Todo sujeito que recebe o educando numa instituição ela é um educador”, ressaltou o juiz e psicólogo, Helvécio Argolo. Segundo ele, o querer ir à instituição, o querer aprender, dependerão de um conjunto de fatores e pessoas que formam qualquer tipo de organização. “Quando temos um sujeito desqualificado para a função, certamente alguém sofrerá. Numa rede inteira temos preconceituosos, racistas, complexados e, possivelmente passará essas influências para o educando, e, óbvio que ninguém vai querer ir para um lugar deste”, sublinha.

E complementa, invocando um pensamento de Theodor Ludwig Adorno,um dos expoentes da chamada Escola de Frankfurt: “a educação emancipatória proposta por Adorno, é nos retirar da barbárie do desejo, da exploração e ir para o lugar da emancipação. Isto é, conhecer o lugar que cada um possui. O lugar da humanização e da fraternização das relações, mas não o lugar do mercado, do capital. Utopia? Talvez sim! Sem isso, nos tornamos bárbaros e mendigos de afetos mais do que qualquer outra coisa”, finalizou.

Valorização – “Saio daqui entendendo que todos são educadores. Sempre exercemos nosso trabalho de formação contínua em qualquer que seja o público. A gestão participativa nos envolve diretamente nas decisões, então, nos sentimos valorizados”, disse Lívia Aiane da Silva, de 30 anos, merendeira há 5. Paulo César Reis, de 59 anos, exerce a função de porteiro no Colégio Heitor Dias e relata que durante os 18 anos atuando no serviço público, já foi muito maltratado por alunos, ameaçado por pais, justamente por levar a sério o trabalho e a confiança que lhe fora atribuído. “Esse momento simboliza o respeito com o servidor. Aqui, podemos falar, ouvir e discutir sobre o nosso dia a dia. Educar não é fácil e se nós como pais e educadores não entendermos na ponta o que isto significa, será muito difícil conviver com essa realidade em nosso país”, comentou.

Direitos – A assessora jurídica da Seduc, Camilla de Paula Carvalho Moreira Bittencourt, esclareceu aspectos importante ligados a legislação que ampara o plano de cargos e salários, de acordo com a Lei 3449/11, que trata da progressão na carreira dos profissionais da educação escolar básica pública. Ela informou que “é importante o servidor ter acesso as leis para que seus direitos sejam assegurados. Embora a quantidade de processos seja grande, a comissão, juntamente com a equipe da procuradoria, está avaliando um a um, para que sejam atendidas no melhor tempo possível”, assegurou.

O encontro ainda contou com a presença de representantes do Conselho Municipal de Educação; do Centro de Referência à Inclusão Escolar Ilhéus (CRIE); da Associação dos Professores Profissionais de Ilhéus (APPI); do Conselho de Acompanhamento e Controle Social (CACS); e do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB).

Veja Também

Criança é mordida por cão contaminado com raiva em Feira de Santana

A cidade de Feira de Santana está em alerta após uma criança ser mordida por ...

%d blogueiros gostam disto: