segunda-feira , 18 dezembro 2017
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Pai chora ao lembrar que foi ameaçado por PM na frente do filho

Pai chora ao lembrar que foi ameaçado por PM na frente do filho

Símbolo da confusão que ocorreu no último domingo (26) após o jogo entre Ponte Preta e Vitória, no estádio Moisés Lucarelli, pela 37ª rodada do Brasileirão, Gideão Messias da Silva ainda tenta se recuperar do que aconteceu. O profissional da construção civil chamou atenção ao ser filmado enquanto tentava sair do estádio com o filho, Ryan Lucas, de nove anos, sob ameaças de policiais militares.

Em entrevista ao UOL, Gideão contou que ficou com hematomas após a agressão dos PMs e que o filho está em choque. “Falei para ele: ‘Você está me ameaçando por eu estar protegendo meu filho? Você está dizendo que vai bater em um pai de família. Vai me bater na frente do meu filho?’. Aí ele falou: ‘Saia daqui, senão vai levar um cacete’. Foi quando comecei a andar, e ele me deu uma pancada. Aí eu virei pra trás e falei: ‘O senhor não honra a farda que veste, está pecando na sua função’. Ele começou a me agredir e me chutar. Eu até evito ver a cena, porque começo a chorar e não consigo ver”, relatou.

Gil planejava sair dois minutos antes do fim da partida para evitar possíveis confusões, mas não deu tempo: aos 38 minutos do segundo tempo, os torcedores da Ponte invadiram o gramado. Antes de conseguir sair, os policiais fizeram um cordão para expulsar as pessoas do estádio. “Meu filho já estava em choque, tremendo e gelado. Então agachei no degrau, fiquei de joelho junto com ele, o abracei e disse: ‘Filho, nada vai te acontecer, o papai está aqui'”. Ele chegou a pedir para os policiais para ficar no estádio, mas eles ameaçaram “descer o cacete” caso não fosse embora. “Você é culpado disso, deveria estar com seu filho tomando um sorvete agora”.

 

Gideão disse que não pretende processar ninguém pelo caso, mas admite que sempre terá receio das corporações. “Fui humilhado nacionalmente. Não vou entrar com ação nem nada porque tenho medo pela minha família, tenho medo de represália. Se vejo uma viatura de polícia, eu troco de caminho, não passo perto. Não passo. Não sei o que vai estar lá, não sei se vai estar para me apoiar ou agredir”, lamentou.

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