sexta-feira , 22 setembro 2017
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Manifestantes fazem atos contra Temer em diversas capitais do País

Além da saída de Michel Temer, manifestantes pedem a suspensão das reformas trabalhista e da Previdência Social

Manifestantes realizaram protestos na noite desta quinta-feira (18) em diversas capitais do País reivindicando a renúncia do presidente Michel Temer (PMDB). Os atos ocorrem após a o vazamento do conteúdo referente à delação premiada do empresário Joesley Batista, dono do grupo JBS.

O empresário apresentou à PGR (Procuradoria-Geral da República) gravação na qual Temer teria endossado o pagamento de propina ao ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para que ele permaneça em silêncio diante das investigações da Lava Jato.  Além dos atos de hoje, manifestantes de esquerda e de direita prometem realizar novos protestos ao longo da semana que vem .

O ministro Edson Fachin, relator das ações decorrentes da Lava Jato no STF (Supremo Tribunal Federal) homologou nesta quinta-feira a delação de Batista e de seu irmão Wesley. A Corte também liberou parte do áudio entre Joesley e Temer . Em pronunciamento nesta tarde, o presidente garantiu que não renunciará e que não comprou o silêncio de ninguém.

Rio de Janeiro

Na capital fluminense, a manifestação foi convocada pelas redes sociais por centrais sindicais e entidades estudantis. A concentração foi na Igreja da Candelária, com previsão de seguir até a Cinelândia. A segurança foi reforçada com homens do Batalhão de Policiamento em Grandes Eventos.

Alguns jovens vestidos de preto e portando escudos também participaram da manifestação e, por volta das 20h15, entraram em confronto com policiais na Cinelândia.

São Paulo

Em São Paulo, os protestos se concentraram no vão-livre do Masp, na Avenida Paulista. Os participantes fecharam a via no sentido Consolação por volta de 18h30. Participaram do ato diversos movimentos sociais, estudantis, sindicais e partidos políticos contra o governo Temer.

Em nota conjunta, as centrais sindicais pedem eleições gerais e democráticas, além da apuração das “graves revelações contidas nas delações envolvendo o presidente Temer e outros políticos de expressão nacional”. Além disso, afirmam que falta legitimidade política e social ao atual governo para aprovação das reformas da Previdência e trabalhista e pedem que sejam retiradas imediatamente da pauta do Congresso Nacional.

“[Qualquer solução democrática para a crise política e econômica nesta conjuntura] Passa, ainda, pela reconstrução da legitimidade das instituições políticas da República, o que, no caso do governo federal e do Congresso Nacional, passa por realizar, no mais curto espaço de tempo exigido pela Constituição, eleições gerais e democráticas”, diz a nota.

Recife

A concentração foi na Praça do Derby e seguiu pela Avenida Conde da Boa Vista, por volta de 18h, até a Avenida Guararapes. Muitos participantes estavam com placas “Eu quero votar”, “Fora, corruptos” e “Fora, Temer”. A organização do ato calculou 3 mil pessoas; já a Polícia Militar de Pernambuco não divulgou a contagem.

O presidente estadual CUT, Carlos Veras, criticou a decisão de Temer de não renunciar. “Ele deveria ter pelo menos a decência de renunciar. E não é só Temer renunciar: é a renúncia, revogação imediata de todos os atos feitos pelo presidente ilegítimo, não às reformas que estão em curso e eleições diretas para Presidência da República”.

A representante da União Brasileira de Mulheres (UBM) de Pernambuco, Laudijane Domingos, disse que as informações reveladas pela delação reforçam o pedido de saída do presidente da República. “A máscara caiu, a nuvem de fumaça saiu. O argumento de que o Brasil estava envolto em uma onda de corrupção e que isso era responsabilidade dos partidos de esquerda não é verdade”, afirmou.

Fortaleza

Os manifestantes se reuniram na Praça da Bandeira, no centro, e caminharam cerca de 2 quilômetros até o bairro Benfica. Muitos levavam faixas e cartazes ou vestiam camisetas com mensagens defendendo a convocação de eleições diretas. “Temos que estar na rua em busca das eleições diretas, pois só assim o trabalhador vai conseguir esse marco. Não podemos permitir que a burguesia decida este momento e que o Congresso escolha um novo representante”, disse o presidente do Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos de Fortaleza, Eriston Ferreira.

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