sábado , 25 novembro 2017
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Mandante confesso da morte de Valdir Cabeleireiro não será julgado

O traficante que confessou à polícia que mandou matar Valdir Macário, o Valdir Cabeleireiro, não vai ser julgado pelo crime, que neste domingo (12) completa um ano. Mesmo indiciado após a investigação policial e denunciado pelo Ministério Público Estadual (MP-BA), o traficante Edgar da Silva Santos, conhecido como Chocolate, foi impronunciado na Justiça, ou seja, não deve ser julgado. Apenas um dos executores da ação, Patric Ribeiro Tupinambá, que aparece segurando um fuzil nas imagens do circuito interno de segurança do salão de Valdir, vai a júri popular.

Segundo a assessoria do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), o juiz Eduardo Augusto Leopoldino, responsável pelo caso, considerou que o Ministério Público “não conseguiu provar que Edgar da Silva Santos foi o mandante e, por esse motivo, ele foi impronunciado”.

Procurado, o MP-BA informou que não iria se posicionar sobre a decisão da Justiça porque o promotor do caso está de férias. De acordo com o TJ-BA, a decisão cabe recurso.

Edgar e Patric foram presos no dia 10 de janeiro, quase dois meses depois do assassinato.

Chocolate e Patric estão presos; o mandante, apenas pelo crime de tráfico (Foto: Almiro Lopes/Arquivo CORREIO)

Ao saber da decisão da Justiça, informada pelo CORREIO, uma das irmãs de Valdir, Aldízia Macário, ficou chocada. “Estou pasma, sem acreditar. Fiquei desnorteada aqui”, disse Aldízia.

Em depoimento, Edgar disse que mandou matar Valdir por ciúmes da esposa. O cabeleireiro estava, segundo ele, ajudando o irmão, Reginaldo Manuel da Silva, a ter encontros amorosos com a sua mulher.

Um mês antes de Valdir morrer, o irmão dele, Reginaldo, sofreu um atentado, mas sobreviveu. Chocolate então só continua preso por já ter uma condenação de 19 anos e seis meses de prisão por tráfico de drogas.

“Ele só está preso por conta dessa condenação (por tráfico)”, confirma o diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), José Bezerra.

O diretor garante que, à polícia, tanto Edgar quanto Patric confessaram o crime. “Patric é uma espécie de filho de criação de Chocolate e cumpriu um pedido dele”, afirma Bezerra. “Essas foram palavras deles em depoimento”.

O vídeo que circulou na Internet após a morte de Valdir Cabeleireiro mostra parte da ação dos assassinos. Dois homens, um deles com um fuzil, aparecem invadindo o salão. Eles provocam pânico, procuram Valdir e, quando o encontram, um deles dispara à queima roupa. “Ele disse: ‘corre minhas irmãs, corre. Podem me deixar por último’”, lembrou Ide Macário, irmã de Valdir, em entrevista ao CORREIO na semana passada.

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