domingo , 17 dezembro 2017
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Mãe e filhos são mortos dentro de casa padrasto é suspeito

Três pessoas de uma mesma família foram mortas na noite desta sexta-feira (16), no bairro de Itinga, em Lauro de Freitas. A baiana de acarajé Jussara de Oliveira, 36 anos, e os filhos Felipe de Oliveira, 20, e Ângela de Oliveira, 16, foram encontrados mortos na casa em que moravam há 15 dias, na Rua Jardim Talismã, com marcas de perfuração.

De acordo com informações da Central de Polícia, o crime aconteceu por volta das 20h40. Policiais foram chamados e ao chegar no local encontraram os corpos. O principal suspeito é o companheiro de Jussara, conhecido como Alexandre. Até o momento ninguém foi preso.

Os corpos das vítimas foram encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML) e vão passar por perícia antes de serem liberados para o sepultamento. A autoria e a motivação do crime não foram divulgados. O caso vai ser investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

A família da vítima suspeita que Jussara tenha sido morta porque o ex-marido dela não aceitava o fim do relacionamento. “Ela era baiana de acarajé e deixou de ser por causa dos ciúmes dele. Nenhum homem podia chegar na banca de acarajé dela que ele sentia ciúmes”, conta a mãe da vítima, Maria da Glória de Oliveira, 73 anos.

Segundo o pai da vítima, o pai de santo Marciano Jesus de Oliveira, 62, além dos ciúmes, outro motivo que teria levado a filha a terminar o relacionamento com o suspeito de ter cometido o crime era o fato dele ser usuário de cocaína. “Ela terminou o relacionamento de seis anos com ele por causa da cocaína. Aí eles voltaram há três meses, ele prometeu que não usaria mais, mas continuou usando. Ela voltou a romper com ele, mas continuaram a morar na mesma casa, mas dormindo em cama separadas”, contou.

A família de Jussara era contra relacionamento porque ele já vinha ameaçando ela de morte. Mesmo assim, o pai acredita que “se ele largasse o pó, ela ficaria com ele”. Seu Marciano suspeita, ainda, que a filha pode ter sido drogada antes de ser morta. “No dia do crime, ele comprou algumas cervejas e levou pra casa. Acho que ele pode ter colocado alguma coisa na bebida dela. Minha filha foi encontrada morta na cama, ela é mais forte do que ele. Se ele partisse para cima dela, ela teria revidado”, suspeita o pai.

A família só teve conhecimento da morte de Jussara e dos filhos na última sexta-feira (16), após estranhar o fato dela não estar atendendo às ligações no celular nem respondendo às mensagens pelo aplicativo WhatsApp. Ao chegar no endereço da filha, o casal encontrou o imóvel fechado, mas vizinhos contaram que teriam visto o companheiro dela saindo e trancando a casa.

Foi então que eles decidiram arrombar a porta do imóvel e viram a cena trágica. O corpo de Ângela estava no corredor da casa, o de Felipe na cadeira de rodas e o de Jussara no quarto, na cama. “O coração está ruim, muito ferido. Saí do hospital às 4h da manhã. Estou à base de medicamentos. Foram três perdas, amava meu neto”, disse o pai de santo.

Revolta
O crime chocou os moradores da Rua Jardim Talismã. “Como alguém tem a coragem de fazer isso, minha gente? É crueldade demais. Estamos chocados. Uma família inteira morta desse jeito. Ele é um monstro”, declara a dona de casa Maria Carmem Assis, 53, moradora do local.

“Ela pretendia mudar-se hoje para outra casa alugada, porque a que aconteceu o crime estava pequena para o filho dela deficiente. Ela não mercia nada disso. Nem os filhos. Esse cara tem que ser preso. A justiça terá que ser feita”, diz a cabeleireira Ana Cristina Souza e Souza, 37.

O pedreiro Adriano dos Santos, 40, vizinho de Jussara, disse que, apesar da barbárie, o casal parecia ser tranquilo. “Pelo menos com a vizinhança, eles aparentavam tranquilidade, um casal que todos gostavam. Ela, nascida e criada em Itinga, era conhecida como ‘Amarela’. Era muito festeira. Já ele, era o cara que falava com todo mundo quando via. Se eles brigavam, as desavenças aconteciam nos fundos da casa, porque a gente aqui, desde que vieram para cá, nunca escutamos sequer um grito”, relata.

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