segunda-feira , 18 dezembro 2017
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Jornalista sueca desaparecida morreu por acidente dentro de submarino, diz dono

Kim Wall embarcou no submarino Nautilus, de Peter Madsen, mas seu paradeiro é desconhecido (Foto: Handout/TT News Agency/AFP)A jornalista sueca Kim Wall, desaparecida há 10 dias no mar Báltico quando entrevistava no seu submarino de fabricação caseira um inventor dinamarquês, morreu em um acidente dentro da embarcação e o seu corpo foi jogado ao mar pelo dono, segundo confessou este ao tribunal. Nesta segunda, o corpo de uma mulher foi encontrado na região de buscas, mas ainda não há indicação de que seja de Wall.

O dono do submarino, o inventor Peter Madsen, suspeito de homicídio involuntário, falou nesta segunda à polícia dinamarquesa, depois que o juizado de primeira instância que determinou sua prisão preventiva decidiu revelar parcialmente o segredo do processo, a pedido da Promotoria e da defesa.

“O acusado explicou à polícia e ao tribunal que houve um acidente a bordo do submarino que provocou a morte de Kim Wall e que depois jogou o corpo ao mar em um local não definido na baía de Koge (sudeste de Copenhague)”, diz o comunicado da polícia.

Não está claro qual foi o acidente.

Imagem de abril de 2008 mostra Peter Madsen, dono de um submarino de construção amadora (Foto: Niels Hougaard /Ritzau, arquivo via AP)Imagem de abril de 2008 mostra Peter Madsen, dono de um submarino de construção amadora (Foto: Niels Hougaard /Ritzau, arquivo via AP)

Imagem de abril de 2008 mostra Peter Madsen, dono de um submarino de construção amadora (Foto: Niels Hougaard /Ritzau, arquivo via AP)

Corpo de mulher é encontrado

Mais tarde nesta segunda, a polícia da Dinamarca encontrou o tronco de uma mulher sem pernas, braços nem cabeça perto da área no mar Báltico onde são feitas as buscas por Kim Wall.

O chefe da investigação, Jens Moeller Jensen, apontou hoje em coletiva de imprensa que o resultado da autópsia e as provas não serão conhecidas até amanhã. “É claro que a polícia, como os meios de comunicação e qualquer pessoa, especula sobre se é Kim Wall. Mas é muito cedo para dizer algo. Simplesmente não sabemos”, disse Jensen.

Um ciclista que passeava pela ilha de Amager, ao sul de Copenhague, foi quem descobriu o cadáver e avisou às autoridades.

Figura conhecida

O desaparecimento de Wall, de 30 anos, foi denunciado pelo seu namorado na madrugada de sexta-feira, dia 11 de agosto, horas depois que esta entrou no UC3 Nautilus – um submarino de quase 18 metros de comprimento e 40 toneladas – para entrevistar o inventor.

Madsen, de 46 anos, declarou inicialmente que tinha desembarcado duas horas depois do início da viagem a jornalista em uma ilha do porto de Copenhague e que depois continuou navegando até que sofreu problemas técnicos.

Mas o inventor mudou mais tarde a sua declaração, ainda que até agora não tivessem sido revelados detalhes do seu conteúdo.

Madsen é uma figura conhecida na Dinamarca pelos seus projetos de submarino e por ser o cofundador da firma Copenhagen Suborbitals, criada em 2008 com o objetivo de lançar algum dia ao espaço naves para um só passageiro.

Procura e investigação

A polícia da Dinamarca tinha admitido pela primeira vez, uma semana após o desaparecimento, que dava Wall como morta e que a procura pelo corpo se centrava na baía de Koge, tanto do lado dinamarquês como do sueco, já que se acredita que as correntes poderiam tê-lo levado para águas suecas.

As autoridades dinamarquesas reiteraram nos últimos dias seu pedido de ajuda na forma de testemunhos a navegadores que tenham passado pela região entre meia-noite do dia 10 e dez horas mais tarde, quando foi avistado na baía Madsen e resgatado pouco depois ao afundar o submarino em que navegava.

A investigação revelou que o afundamento foi provocado, supostamente, pelo próprio Madsen, preso há 24 dias “por homicídio involuntário em circunstâncias agravantes”, ainda que os danos provocados no afundamento tenham impedido de se obter mais dados após analisar os instrumentos da embarcação.

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