sexta-feira , 22 setembro 2017
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Ex-ministro Henrique Eduardo Alves é preso pela PF em nova fase da Lava Jato

Alvo da Operação Lava Jato, Henrique Eduardo Alves, assim como Eduardo Cunha, já foi presidente da Câmara

O deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB), que está preso em Curitiba, é alvo de mais um mandado de prisão preventiva em um novo desdobramento da Operação Lava Jato, deflagrado nesta terça-feira (6). Além dele, o ex-ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves (PMDB) foi preso na manhã desta terça. Ambos já foram presidentes da Câmara dos Deputados.

De acordo com a PF, a Operação Manus – que tem como objetivo a investigação de atos de corrupção ativa e passiva e de lavagem de dinheiro na construção da Arena das Dunas, em Natal, no Rio Grande do Norte – teve sua investigação aberta após a análise das provas colhidas em várias etapas da Operação Lava Jato

Segundo as investigações, tais provas “apontavam solicitação e o efetivo recebimento de vantagens indevidas por dois ex-parlamentares cujas atuações políticas favoreceriam duas grandes construtoras envolvidas na construção do estádio”.

O superfaturamento identificado chega a R$ 77 milhões. No total, 80 policiais cumprem 33 mandados judiciais, sendo cinco de prisão preventiva, seis de condução coercitiva e 22 de busca e apreensão nos estados do Rio Grande do Norte e do Paraná.

“A partir das delações premiadas em inquéritos que tramitam no Supremo Tribunal Federal, e por meio de afastamento de sigilos fiscal, bancário e telefônico dos envolvidos, foram identificados diversos valores recebidos como doação eleitoral oficial, entre os anos de 2012 e 2014, que, na verdade, consistiram em pagamento de propina”, diz a nota da PF.

“Identificou-se também que os valores supostamente doados para a campanha eleitoral em 2014 de um dos investigados foram desviados em benefício pessoal”, continua a polícia.

Operações Manus e Panatenaico

O nome da operação faz referência ao provérbio latino Manus Manum Fricat, Et Manus Manus Lavat, que significa “uma mão esfrega a outra” ou “uma mão lava a outra”.

Essa não é a primeira fase da Operação Lava Jato que investiga propina ou superfaturamento em obras da Copa. No último dia 23, a Operação Panatenaico foi deflagrada para apurar um esquema de pagamento de propina envolvendo a construção do estádio Mané Garrincha , em Brasília. Entre os presos, além dos ex-governadores do DF Agnelo Queiroz e José Roberto Arruda, estava também o assessor pessoal do presidente Michel Temer , Tadeu Fillippelli – que posteriormente foi exonerado.

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