domingo , 24 setembro 2017
Home / Destaque / Evidências indicam “com vigor” que Temer praticou corrupção, diz Polícia Federal

Evidências indicam “com vigor” que Temer praticou corrupção, diz Polícia Federal

Documento que indica corrupção passiva de Michel Temer foi divulgado publicamente nesta terça-feira (20)

Em relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) na última segunda-feira (19) e divulgado publicamente nesta terça-feira (20), a Polícia Federal diz que as evidências encontradas durante a investigação apontam “com vigor” que o presidente Michel Temer foi responsável pelo crime de corrupção passiva.

De acordo com as informações divulgadas pela PF no relatório, Temer recebeu vantagens indevidas do grupo J&F. O intermédio dos pagamentos foi sido realizado pelo ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR).

“Os elementos reunidos nos autos do Inquérito n° 4483 permitiram que fossem elaboradas conclusões acerca do fato ‘pagamento de vantagem indevida pelo Grupo J & F Investimentos S/A a Rodrigo Rocha Loures imediatamente e a Michel Miguel Elias Temer Lulia, Presidente da República, remotamente, em razão de interferência ou de suposta interferência no andamento de processo administrativo em trâmite na Conselho Administrativa de Defesa e Econômica (CADE)”, afirma o relatório.

Ainda segundo a Polícia Federal, houve a tentativa de interrogar os envolvidos durante a investigação, mas ambos não responderam aos questionamentos feitos pelos investigadores.

Leia também: MPF rebate críticas feitas por advogados do ex-presidente Lula

“Diante do silêncio do mandatário maior da nação e de seu ex-assessor especial, resultam incólumes as evidências que emanam do conjunto informativo formado nestes autos, a indicar, com vigor, a prática de corrupção passiva”, diz a Polícia Federal no documento.

Para a PF, é “recomendável” aguardar que a perícia na conversa gravada entre Temer e J osley Batista seja concluída. Só assim será possível informar as conclusões sobre uma suposta tentativa de embaraço a investigação.

Prazo estendido

A organização ainda pediu um prazo de mais cinco dias para conseguir prosseguir com as investigações relacionadas aos supostos pagamentos feitos ao ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e Lúcio Bolonha Funaro, com a intenção de evitar que eles aceitassem um acordo de delação premiada.

Além disso, o prazo também serve para a continuidade da investigação sobre a confissão de Josley a Temer, em que dizia corromper membros do Ministério Público e magistrados. Agora, o ministro Edson Fachin, relator do inquérito no STF, deve decidir se atenderá ao pedido da Polícia Federal para estender o prazo.

Veja Também

Papagaio faz compra na Amazon imitando voz da dona, em Londres

POR O GLOBO 20/09/17 – 11h24 | Atualizado: 20/09/17 – 11h40   LONDRES — A dona de um papagaio ...

%d blogueiros gostam disto: