Há exatamente um ano, nutridos pela esperança de que o governo Mário/Nazal mudaria a cara da tristeza e da desesperança até ali encarnadas na população ilheense, nos manifestamos no artigo intitulado “Os mesmos temperos na dose certa: Ilhéus, sabor Ilhéus!”, pedindo um tempo e a compreensão de parcela da população, que antes da posse já se rebelava contra a indicação de supostos nomes que comporia o atual governo por terem eles participado de governos anteriores. Somos defensores de que profissionais probos e competentes, normalmente são lesados na sua boa-fé de técnicos, por servirem de escudos a políticos inescrupulosos, que os usam como roupa nova, limpa e bonita para vestir o corpo sujo de suas pútridas administrações. Também nos manifestamos à época, assegurando: “se as mudanças ocorrerem e essas peças não se adaptarem ao novo sistema, aí, sim, será a hora de gritarmos”.

Findo é o primeiro ano de governo e nem de longe houveram sequer indícios das mudanças ansiadas pela população e prometidas por Mário/Nazal, justamente porque as peças dos governos anteriores por eles selecionadas e acolhidas como seus auxiliares, não são tecnicamente qualificadas, nem politicamente competentes e comprometidas com o bem-estar da sociedade. São “blabladores” com expertise em “blá, blá, blá”, que ao serem misturadas na mesma “panela” com temperos estranhos à uma “culinária política” eficiente e decente, mas, que, tratando-se de indicação do poderoso “chef” do partido, aqui chegaram não sabemos de onde, mas, com certeza, são pés pequenos calçados em sapatos grandes, ou seja, despreparados para o exercício dos cargos que assumem, porque se experts fossem o “chef” não os indicaria para Ilhéus. Assim prepararam uma indigesta omelete administrativa que nos está sendo empurrada “goela abaixo”, causando-nos o mal-estar que justifica os nossos “Tempos de Agonia”.

O governo “Marão” é como uma ilha cercada de “prefeiturinhas catendes” por todos os lados, onde cada “prefeitinho” agindo de acordo com interesses políticos-pessoais do grupo, obedece a um regramento de leis próprias, independentes, criadas e aprovadas por eles, para a satisfação do seu sistema estúpido integrado, visando sempre a sua perpetuação no Poder, em detrimento da população ilheense.

Uns dizem que “Marão” não manda, só assina. Outros retrucam que ele está a par de tudo o que acontece e que essa situação lhe está sendo favorável, assim como, ao seu grupo familiar e político, enquanto, outros, profetizam afirmando que diante do festival de besteiras com ênfase em ilegalidades, marca registrada do seu governo é como se tecer um tapete vermelho contornado a fio de ouro, para dar boas vindas de retorno ao ex-prefeito.

Preferimos nos ater ao fato de que a Administração Pública enquanto ciência é regida por regras previstas em lei e princípios éticos, morais e que pelo andar da carruagem em razão do que se tem visto de funesto, o governo Mário/Nazal está bastante conturbado, inclusive, conduzido totalmente na contramão do LIMPE – Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade e Eficiência.

Temos a certeza que o Decreto Emergencial da Saúde no início do governo; o Decreto que nomeou os novos Conselheiros da Saúde sem a conclusão do processo de eleição; o Decreto que autorizou o aumento da tarifa do transporte coletivo de R$ 3,10 para R$ 3,50 e o Decreto que suspendeu o Passe Livre para deficientes e pessoas acometidas de moléstias graves, reconhecidamente carentes, da forma como praticados não passaram pelo crivo ou apreciação e análise da Procuradoria Jurídica, porque todos esses atos estão eivados de vícios e gritantes ilegalidades.
O problema da Saúde é tão grave, que não será surpresa perdermos a gestão plena, assim como, surpresa não será o governo Mário/Nazal ser o recordista em figurar no polo passivo, como réu, em dezenas de processos judiciais.

Pergunta-se: suspender o passe livre de uma pessoa que dele depende como seu único meio disponível de locomoção para submeter-se a um tratamento de recidiva de câncer, não seria ter a mesma conduta que a do Dr. Josef Menegele, médico nazista, que nas suas experiências encaminhavam judeus para a morte?

Nós não só votamos, fizemos campanha, pedimos votos a pessoas da nossa confiança para ajudar eleger Mário/Nazal. Foram alguns votos, que não atingiram centenas, nem milhares, mas foram votos certos e essas pessoas têm-nos cobrado: cadê o seu prefeito que não faz nada? E o seu vice-prefeito que nada diz?

Antes das eleições todos os candidatos apresentam soluções miraculosas para os problemas que cada vez mais levam a nossa Ilhéus ao fundo do poço. Depois de eleitos cuidam de jogar a culpa do “rombo” herdado e das suas incapacidades, no antecessor. Não aceitamos mais essas desculpas, porque agir dessa forma é confessar a sua incapacidade, é brincar de gerir coisa séria.

No que pese o vice-prefeito não ter o poder da caneta para tomar decisões, não é por isso que deve silenciar diante de tantos desmandos, ilegalidades e irresponsabilidades, porque sem o vice não se pode registrar uma chapa; porque o vice recebe remuneração, porque o vice é o substituto do prefeito em seus impedimentos eventuais ou definitivos.

É público e notório que a população ilheense temerosa e indignada começa a despertar e depositar a sua esperança no Vice-Prefeito, o qual precisa se manifestar publicamente se assinaria os polêmicos Decretos supracitados, principalmente, sem uma detida análise jurídica, como parece ter sido.
Do jeito que a coisa anda, não adianta substituir o corpo se a cabeça não funciona. Ou seja, não adianta mudar as peças se o comando continuar sob a égide de grupos, inclusive, familiar, porque, tapinhas no ombro, um sorriso largo e um “Deus Abençoe” não fará o milagre que Ilhéus precisa para ser revitalizado. Não engana a mais ninguém.

Por fim, os Desejos de Feliz Natal formulados pelo Executivo Municipal, pelos Deputados e alguns Vereadores não condizem e contrastam com as suas condutas na defesa dos interesses da população. Portanto, da nossa parte, como munícipe, os desejos manifestados por tais políticos têm a nossa rejeição. Não merecem nossos créditos, nem a nossa confiança!

Tempos de Agonia. É hora de gritarmos: Cuida de nós Nazal!