quarta-feira , 17 janeiro 2018
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Criança é mordida por cão contaminado com raiva em Feira de Santana

A cidade de Feira de Santana está em alerta após uma criança ser mordida por um cachorro contaminado pelo vírus da raiva, no mês passado. A criança, que mora no bairro Baraúna, está tendo acompanhamento médico, de acordo com a prefeitura do município. O animal, que era de estimação da família, morreu por causa da doença.

Ela foi mordida no dia 4 de novembro e, dois dias depois, foi levada ao Centro de Saúde Especializado Dr. Leone Coelho Leda, onde recebeu a primeira dose da vacina, segundo a prefeitura. No dia 10 de novembro, a família da criança informou que o cachorro havia morrido.

O animal foi levado para o Centro Municipal de Controle de Zoonoses. No mesmo dia, segundo a prefeitura, amostras do tecido nervoso do cachorro foram encaminhadas ao Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) – onde foi confirmado o resultado positivo para a doença.

A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) informou que a criança tomou a medicação, está bem e não tem sintoma de raiva humana. A  Sesab destacou ainda que o cachorro teve a confirmação da raiva nesta segunda-feira (11).

De acordo com a coordenadora do Centro de Zoonoses, Mirza Cordeiro, a contaminação se deu possivelmente através da mordida de um morcego no cão de estimação da família. O último caso da doença no município aconteceu em 2004, segundo ela.

“É a primeira vez em quase 14 anos que está sendo registrado um caso. O último caso de raiva canina havia sido em 2004. Era um cão domiciliar, que era vacinado pela proprietária”, informa.

Um morcego também morreu na cidade, no bairro de Capuchinhos, segundo a TV Bahia, por causa da doença.

Histórico no estado
último caso de morte por raiva humana registrada no estado ocorreu, de acordo com a Sesab, em março deste ano em Salvador. A vítima foi um lavrador, de 46 anos, morador de Paramirim que morreu no Hospital Couto Maia depois que foi mordido por um morcego. A Sesab diz que ele procurou atendimento mais de 20 dias depois e morreu quatro dias após ser internado. Antes disso, a última morte havia sido em julho de 2004.

Em nota, o Ministério da Saúde informou que, em 2016, houve dois casos de raiva humana registrados no país, nos estados de Roraima e Ceará. Neste ano, até o momento, foram cinco casos, sendo um em Pernambuco, um em Tocantins, um na Bahia e dois no Amazonas. Ainda segundo a pasta, municípios com registro de raiva canina são considerados como área de risco.

O ministério informou que, neste ano, 1,3 milhão de vacinas antirrábicas foram distribuídas no país, sendo 137 mil para a Bahia.

Reforço de vacinação
Após o caso da doença em Feira, houve um reforço na vacinação de cães e gatos no raio de 5 km a partir do local onde ocorreu o caso. O Centro de Zoonoses também está tentando identificar possíveis colônias de morcegos na região.

“No bairro Baraúna, esse ano, superamos a vacinação do ano passado. Mesmo assim, estamos revacinando os animais para que não tenha nenhum advento da raiva”, afirmou a coordenadora.

De acordo com a Prefeitura de Feira, de junho até dezembro foram realizadas vacinações em todas as unidades de saúde, além de outros locais estratégicos. Aos sábados, o trabalho é realizado na zona rural.

Saiba mais sobre a doença
O que é: é uma doença transmitida ao homem pelo vírus da raiva, contido na saliva de animais infectados, principalmente por meio de mordidas. No Brasil, é mais comum que a doença seja transmitida por cães e gatos.

Sintomas: os sintomas são os mesmos de uma encefalite, como alterações de comportamento, sensação de angústia, cefaléia, pequena elevação de temperatura, mal-estar e alterações sensoriais. Em estágio avançado, o paciente pode ter hidrofobia (intolerância a água) e aerofobia

Precaução: A vacina antirrábica está disponível gratuitamente na rede pública de saúde. Caso seja atacado por algum animal que seja potencial transmissor da doença, como morcego, cães ou gatos, se deve procurar um atendimento médico de imediato, já que o período de incubação da doença pode chegar a 6 anos, até que os sintomas apareçam.

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