sábado, 27 de agosto de 2016

Bahia:mãe manda matar filho de 07 anos em troca de sexo


Uma mulher é procurada pela polícia suspeita de ter ordenado o assassinato do próprio filho de 7 anos. De acordo com a polícia, Carlos Henrique Moura foi morto afogado, no dia 7 de janeiro de 2015, em um córrego em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). O corpo dele foi achado dois dias após ele desaparecer. Segundo a polícia, José Nilton Pereira da Silva, 35 anos, é acusado de ter cometido o crime. Ele está preso e alegou que matou o menino a mando de Alexandra Moura da Silva, 26 anos, que prometeu manter relações sexuais com ele em troca do homicídio. Nilton, que já namorou com a avó de Carlos Henrique, disse que a jovem tinha medo que o filho contasse para a avó paterna que ela pretendia assaltar um banco e que ela vendia drogas. O menino morava com a avó. Alexandra está foragida desde 16 de agosto.

Polícia Federal indicia Lula e Marisa por corrupção e lavagem




A Polícia Federal indiciou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no inquérito que investiga o tríplex do Condomínio Solaris, no Guarujá, litoral paulista. O petista é alvo de três investigações centrais na Operação Lava Jato, em Curitiba – sede do escândalo de cartel e corrupção na Petrobrás. Ele foi enquadrado por crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. A ex-primeira-dama Marisa Letícia e o ex-presidente do Instituto Lula Paulo Okamoto também foram indiciados.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Ministério Público aponta mais de 5 mil candidatos barrados com base na Ficha Limpa


Entretanto, decisão do STF pode liberar cerca de 80% dos candidatos com contas rejeitadasO Ministério Público Eleitoral (MPE) identificou 5.179 candidatos “fichas-sujas” dispostos a concorrer nas eleições municipais de outubro, quando serão disputados os cargos de vereador e de prefeito. O balanço parcial engloba todos os estados e foi feito com base no sistema do MPE, que cruza informações dos tribunais de contas, conselhos profissionais e do Judiciário para embasar as ações de impugnação dos candidatos.

O Estado de São Paulo registrou 1.420 mil candidatos com irregularidades nos registros, seguido por Minas Gerais (640) e Paraná (476). Os dados levam em conta os 488.276 registros de candidaturas recebidos pela Justiça Eleitoral. Com o registro, caberá aos juízes competentes julgar os pedidos de candidatura, que poderão ser indeferidos caso os candidatos não cumpram os requisitos legais, entre eles estar elegível nos termos da Lei da Ficha Limpa.

O levantamento do MPE dimensiona recentes decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que, como o Congresso em Foco tem mostrado nas últimas semanas, colocam em risco a legislação concebida para afastar políticos condenados das disputas eleitorais. Nos termos da Ficha Limpa, não podem disputar eleições, entre outros motivos, candidatos com rejeição de contas relativas ao cargo ou função pública, além de condenação em segunda instância por crimes como lavagem de dinheiro, corrupção e peculato.

“Bêbados” e retrocesso

Como este site mostrou no dia 11 deste mês, em julgamento conjunto de dois recursos extraordinários (REs 848826 e 729744), ministros entenderam que é exclusividade da Câmara Municipal a competência para julgar as contas de governo e da gestão de prefeitos. De acordo com a deliberação do plenário, cabe ao tribunais de contas apenas auxiliar o Poder Legislativo municipal, emitindo parecer prévio e opinativo, mas que poderá ser derrubado por decisão de dois terços dos vereadores. Isso é, cerca de 80% dos candidatos com contas rejeitadas estarãoliberados para concorrer ao pleito de 2016.

A rejeição, de acordo com a Lei Orgânica do TCU, é aplicada quando são constatadas omissão de dever de prestar contas; gestão ilegal, ilegítima ou antieconômica, ou ainda infração à norma legal de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional ou patrimonial; dano ao erário, desfalque ou desvio de dinheiro público.

O ministro Gilmar Mendes chegou a dizer que a lei é “mal feita” e parece ter sido feita por “bêbados”. A declaração gerou fortes reações de entidades. Um dos idealizadores da lei, o advogado e ex-juiz Márlon Reis, do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), classificou como “desrespeitosa” a fala de Gilmar, que também preside o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“Foi uma frase desrespeitosa à OAB, à CNBB e a muitas organizações que elaboraram o projeto. Também desrespeita o Congresso Nacional, já que o projeto, depois de apresentado, passou por toda a tramitação legislativa. Desrespeita o próprio Supremo Tribunal Federal que ele integra, que declarou essa lei constitucional”, enfatizou o ex-juiz ao Congresso em Foco.

Entenda

No primeiro recurso (848826), o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, enfatizou que, pela Constituição, a atribuição para julgar as contas do chefe do Executivo municipal são os vereadores, já que são eles os representantes dos cidadãos. A divergência apresentada por Lewandowski foi seguida pelos ministros Gilmar Mendes, Edson Fachin, Cármen Lúcia, Marco Aurélio e Celso de Mello. Foram vencidos os votos do relator, ministro Luís Roberto Barroso, e dos ministros que o acompanharam: Teori Zavascki, Rosa Weber, Luiz Fux e Dias Toffoli.

Já no segundo recurso (729744), o ministro-relator, Gilmar Mendes, decidiu ainda que nos casos de omissão da Câmara Municipal, o parecer emitido pelo tribunal de contas em questão não poderá ser utilizado para gerar a inelegibilidade do político nos próximos pleitos eleitorais. O ministro destacou que o dispositivo, segundo a redação dada pela Lei da Ficha Limpa, aponta como inelegíveis aqueles que “tiverem suas contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas por irregularidade insanável que configure ato doloso de improbidade administrativa, e por decisão irrecorrível do órgão competente, para as eleições que se realizarem nos oito anos seguintes, contados a partir da data da decisão, aplicando-se o disposto no inciso II do artigo 71 da Constituição Federal”.

Reação

As entidades ligadas à criação da Lei da Ficha Limpa começaram a se mobilizar tão logo a sessão do STF foi concluída. O ex-juiz Márlon Reis avaliou que a decisão da Corte é a “de efeito mais drástico” sobre a regra sancionada em 2010. De acordo com o especialista, as instituições estão avaliando a “saída jurídica” mais eficaz para recorrer à questão.

“Essa [rejeição das contas pelos tribunais] é de longe a causa de inelegibilidade que mais impede candidaturas de agentes ímprobos. Segundo dados da Faculdade de Direito da USP, 86% dos casos de inelegibilidade se referem a rejeição de contas públicas. Se o STF atribuir a palavra final às Câmaras de Vereadores, esse dispositivo da Lei da Ficha Limpa ficará sem qualquer eficácia”, detalha o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral.

A Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil estima que 6 mil candidaturas a prefeitos serão imunizadas depois do novo entendimento, que exige julgamentos locais.

“Entendo, portanto, que a competência para o julgamento das contas anuais dos prefeitos eleitos pelo povo é do Poder Legislativo (nos termos do artigo 71, inciso I, da Constituição Federal), que é órgão constituído por representantes democraticamente eleitos para averiguar, além da sua adequação orçamentária, sua destinação em prol dos interesses da população ali representada. Seu parecer, nesse caso, é opinativo, não sendo apto a produzir consequências como a inelegibilidade prevista no artigo 1º, I, g, da Lei complementar 64/1990”, afirmou, durante sessão do STF, Gilmar Mendes, ressaltando que tal entendimento também é adotado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Márlon Reis contestou: “A norma que trata da inelegibilidade dos políticos que tiveram contas rejeitadas é a que tem mais ampla utilização dentre todas as da Lei da Ficha Limpa. Por isso, vimos com grande pesar a decisão tomada ontem (quarta, 10). Essa decisão amplia o descontrole. É obvio que vereadores não vão julgar tecnicamente as contas. As contas de gestão são contas técnicas, não políticas. Um vereador não pode aprovar contas de um prefeito que não fez licitação quando deveria fazer, por exemplo. Mas o Tribunal de Contas pode dizer: ‘Não, a lei mandava fazer licitação nesse caso’”, detalhou à reportagem. “Foi um grave equívoco cometido pelo STF”, acrescentou.

Abuso de poder

Essa não foi a primeira deliberação do Supremo a beneficiar candidatos com problemas na Justiça Eleitoral. Como este site mostrou em 3 de agosto, o ministro Luís Roberto Barroso rejeitou, em julho, reclamação em que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, questionava a decisão da Justiça sobre um pedido de “quitação eleitoral” – documento que confirma que o eleitor está em dia com as leis pertinentes. O pedido havia sido aceito e beneficiado o político sul-mato-grossense Nelson Cintra Ribeiro, sem levar em consideração a Lei da Ficha Limpa. Na reclamação (RCL 24224), o procurador argumenta que Nelson foi condenado a inelegibilidade de três anos pelo Tribunal Regional Eleitoral do Mato Grosso do Sul (TRE-MS) por abuso de poder político. Entretanto, apesar de os fatos serem referentes ao pleito de 2008, conforme a redação anterior da Lei 64/1990, alterada posteriormente pela Lei da Ficha Limpa, a inelegibilidade atribuída deveria ser de oito anos, e não três, como acatado pelo tribunal.

Na decisão, Barroso afirmou que ainda está em análise no STF a possibilidade de aplicação do prazo de oito anos de inelegibilidade em casos específicos de abuso de poder e em situações anteriores à Lei Complementar 135/2010 (Lei da Ficha Limpa). Apesar da constatação, Janot diz que a decisão do ministro afronta a autoridade do Supremo, verificada nas ações declaratórias de constitucionalidade (ADCs) 29 e 30 e da ação direta de inconstitucionalidade (ADI) 4578, nas quais, segundo o procurador-geral, o STF entendeu ser possível a aplicação da Lei da Ficha Limpa a fatos anteriores à sua vigência.

À época, Márlon disse a esta reportagem que o próprio Supremo acompanhou o voto do relator sobre a inelegibilidade retroativa, ou seja, referentes a acusações anteriores à validação da lei. Ele enfatizou esperar “que a rigidez inerente à Lei da Ficha Limpa seja preservada” pelos ministros quando a matéria for julgada pelo plenário da Corte. Para Márlon, a reclamação apresentada por Rodrigo Janot é “completamente válida”ini

Filho de Bolsonaro passa mal durante debate ao vivo



Na noite desta quinta-feira (25), o candidato à prefeitura do Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro (PSC), passou mal ao vivo durante o debate na TV Bandeirantes. Ele foi amparado pelos adversários Jandira Feghali (PCdoB) e Carlos Roberto Osorio (PSDB). Jandira que é médica, disse ter oferecido ajuda a Flávio, mas o pai dele, o deputado Jair Bolsonaro (PSC), segunda ela, recusou.

O debate foi interrompido e o candidato se retirou do estúdio, e quando foi retomado, Jandira aproveitou o primeiro tempo. “Quem protege torturador não me representa”, afirmou Jandira, referindo-se à homenagem que Jair Bolsonaro fez ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra durante a votação do impeachment na Câmara dos Deputados, em abril passado. “A solidariedade não faz parte desse grupo”, concluiu Jandira.

Por recomendação médica, Flávio Bolsonaro não retornou ao debate. Na rede social, ele disse que foi atendido em um hospital da rede privada e liberado na madrugada desta sexta-feira (25). "Vários fatores colaboraram para seu mal-estar, o principal deles uma intoxicação alimentar que vitimou inclusive um de seus assessores, devido a uma refeição na tarde de quarta-feira. Flávio Bolsonaro pede desculpas a todos os seus concorrentes pela ausência no restante do debate; o candidato agradece publicamente aos concorrentes Jandira Feghali e Carlos Osório pelos gestos de solidariedade ao socorrê-lo", diz trecho de nota publicada em seu perfil no Facebook.

Bahia tem mais de cem tipos de remédios vencidos; desperdício de medicamentos chega a R$ 6 milhões

Pelo menos cem tipos de medicamentos passaram da validade antes de chegar à população, gerando um prejuízo de mais de R$ 6 milhões. O CORREIO teve acesso a uma planilha da Central Farmacêutica do Estado da Bahia (Cefarba), órgão vinculado à Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) e constatou que foram perdidos remédios usados contra doenças como pneumonia, malária, diabetes, trombose, hepatites B e C, Alzheimer, Chagas, esclerose, osteoporose, câncer, esquizofrenia, hipertensão e Aids. Em nota, a Sesab informou que vai apurar a denúncia.

Só com testes rápidos do vírus HIV, por exemplo, foram perdidos quase R$ 1,215 milhão. Coordenador da Instituição Beneficente Conceição Macêdo, que atua na prevenção e apoio a pessoas com Aids, o padre Alfredo Dórea recebeu com surpresa a denúncia. “Enquanto sociedade civil, consideramos estarrecedor. Como organização, fazemos todo um esforço para enfrentar a pandemia do vírus. Não é oportuno perder nem um real público, quanto mais seis milhões. O teste é fundamental para dar início ao trabalho de prevenção e tratamento”, avalia.

O medicamento Temsirolimus, mais conhecido como Torizel, é um dos mais caros da lista. Utilizado para evitar a rejeição do órgão em transplantes renais, o remédio custa R$ 2.047 e foram gastos R$ 94.162,92 em 46 ampolas. Para o presidente da Associação de Renais Crônicos da Bahia, Gerson Barreto, a situação é “extremamente preocupante porque, às vezes, faltam medicamentos para outras finalidades e estão deixando um remédio caro como esse vencer”, disse.

Segundo ele, costumam faltar nos postos os medicamentos Noripurum, que serve para repor ferro no organismo dos portadores de problemas renais, e a Eritropoetina Humana Recombinante, para o tratamento de anemia de pessoas que fazem diálise. Desse último medicamento, 2.920 unidades serão descartadas por ter passado do prazo de validade. Um prejuízo de R$ 28 mil.

“Deve haver um estoque adequado em função do número de pacientes que os utilizam, com uma pequena sobra de reserva. Foi uma negligência de quem fez a licitação com um número grande de um imunossupressor que é usado por poucas pessoas”, avalia.

Mais desperdício
Também foram perdidos mais de R$ 127 mil com o medicamento Palivizumabe, uma vacina contra o vírus Sincicial Respiratório, que pode ser fatal quando acomete bebês prematuros. Quase o mesmo valor (R$ 124.527,84) foi desperdiçado com Bevacicumabe, mais conhecido com Avastin, usado em tratamentos de pessoas com câncer.

“Se isso realmente aconteceu, trata-se de uma situação de crime absurda. As pessoas que aguardam esses medicamentos não terão condições de adquiri-los por meios próprios. É como se elas estivessem privadas de uma melhor qualidade de vida ou até tivessem sua morte antecipada”, critica Romilza Medrado, presidente do Núcleo Assistencial para Pessoas com Câncer (Naspec).

Do total desperdiçado, mais de R$ 3,5 milhões eram referentes a medicamentos para o tratamento de hepatites: o Telaprevir e a Alfainterferona. Na opinião do hepatologista e professor titular da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia (Ufba) Raymundo Paraná, a perda dos remédios sinaliza a falha de algum setor.

“Podem ter sido superdimensionados, ou teve falha na logística de distribuição. O Telaprevir tinha uma condição muito difícil de manipulação e pode ter faltado capacitação de pessoas para aplicar a medicação”, avalia.

Segundo ele, com o surgimento de novos medicamentos para o tratamento das hepatites em 2015, os dois remédios não têm sido mais prescritos. Paraná diz que, quando ainda era utilizado no tratamento, o Telaprevir chegou com bastante atraso e a sua distribuição sofreu vários problemas. “Muita gente que estava esperando para tratar não conseguiu”. Ele lamenta a perda dos remédios. “Vivemos em um país que tem sérias dificuldades em suprir sua população com medicamentos até para a atenção básica. Quando jogamos fora desse jeito não é bom para ninguém”.

Falta de controle
Para Sergio Roberto, gerente de projetos da MV, que atua com sistemas de gestão de saúde, os medicamentos venceram por uma falta de controle do lote e da validade. “A instituição que controla esses medicamentos tem a obrigação de fazer a validação constante. Com um sistema informatizado, ela tem condições de visualizar todos os produtos que estão para vencer e otimizar a rotatividade dos lotes. É um procedimento padrão nas farmácias e hospitais e não gera perdas”, afirma.

Segundo ele, o fato do medicamento ter sido adquirido para um paciente específico não significa que a instituição pode deixar de ter esse controle. “Enquanto o produto está sobre a guarda da instituição, ela é a responsável pela sua validade”. Para o especialista, uma perda com um volume tão alto indica que a instituição não fez o controle efetivo dos remédios, por uma falta ou falha de sistema, ou até por uma falha de gestão.

Secretaria vai apurar denúncia
O gestor da Superintendência de Assistência Farmacêutica da Sesab (Saftec), Gilmar Vasconcelos, disse que a Secretaria de Saúde do Estado estava verificando internamente se a denúncia era verdadeira e “estava apurando para saber como houve o vazamento da informação”. Ele é o responsável por garantir à população baiana o acesso qualificado a medicamentos essenciais em todos os níveis de atenção à saúde.

Sobre o motivo do desperdício e a possibilidade do órgão ter sido alertado pela Cefarba sobre a validade dos medicamentos, Vasconcelos informou que a secretaria só iria se pronunciar pela assessoria de imprensa.

Em nota, a Sesab, por meio da Saftec, afirmou que está apurando a denúncia de medicamentos que, “supostamente”, estão com prazo de validade vencido.

O órgão considera a denúncia grave e disse que abrirá inquérito administrativo para investigar o caso. “É importante informar que o estoque de medicamentos de compra centralizada oscila ao longo do ano em função de ações judiciais e que, apenas em 2015, totalizaram R$ 43 milhões”, pontua o documento.

Segundo a secretaria, a demanda por medicamentos pode variar com novos pacientes incluídos nos programas de dispensação de medicamentos e outros que saíram do programa, em virtude de nova indicação médica ou óbito.

“Esses medicamentos de elevado custo, adquiridos judicialmente e que, portanto, não estão no planejamento de compra regular e não constam no elenco pré-estabelecido pelo Ministério da Saúde, podem ser descartados ao término da sua validade em virtude da ausência de outro paciente com a mesma patologia para fazer uso”, pontua.

Ainda segundo a Sesab, ações corretivas para reduzir as perdas por transcurso da validade estão em curso, a exemplo da modernização dos sistemas de armazenamento e gerenciamento de estoque de medicamentos e materiais, bem como a determinação, desde 2015, de não receber medicamentos com prazos de validade inferiores a 12 meses.

Roberto Carlos troca bolinha no sorteio da Liga dos Campeões e causa polêmica



O ex-lateral Roberto Carlos roubou a cena no sorteio da Liga dos Campeões, nesta quinta-feira, e causou polêmica com um gesto durante o evento. Tudo porque após escolher uma bolinha, ele voltou a colocá-la junto das outras, embaralhou e voltou a tirar uma bola. Alegadamente, ele teria apenas cumprido o procedimento do sorteio.

A manobra do ex-jogador, atualmente treinador da base do Real Madrid, provocou suspeitas de uma possível armação, segundo o jornal espanhol “Marca”. Pelas redes sociais, os torcedores não perdoaram e insinuaram que o sorteio foi armado.

“Então, o Roberto Carlos mudou de bola no sorteio da Liga dos Campeões. O que eu digo... tudo armado!”, disse um jovem.

“Não sabia que usavam bolas quentes desde a fase de grupos. Roberto Carlos e Uefa = sujos”, escreveu um rapaz.

“Em cada sorteio da Liga dos Campeões, sempre há um antigo jogador do Madrid... E sempre há sintoma de bolas quentes como hoje, né Roberto Carlos?’, indagou um seguidor.

O jornal inglês "The Sun" chegou a questionar a atitude do ex-lateral, que considerou, “no mínimo, suspeita”. Perguntado pelo apresentador se teria "mãos quentes", Roberto Carlos respondeu que "tentaria mover (as bolinhas) como Seedorf", pouco antes de anunciar o Ludogorets, da Bulgária, no grupo A, junto com Paris Saint-Germain (França), Arsenal (Inglaterra) e Basel (Suíça).

Em junho, em entrevista ao jornal argentino "La Nación", o ex-presidente da Fifa Joseph Blatter afirmou que a Uefa direcionava os sorteios de suas competições por meio de "bolinhas frias".

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Após matar a mãe durante surto, filho perguntou à polícia se ela estava bem

O estudante Felipe Farina Garcia, suspeito de matar e esquartejar a mãe e de ferir duas vizinhas na Zona Sul de São Paulo, perguntou aos policiais que o interrogavam após o crime se a mãe estava bem. De acordo com a Polícia Civil, a pergunta foi feita mais de uma vez durante o depoimento e, toda vez que era respondida, o jovem começava a chorar.


A polícia afirmou que já ouviu todas as testemunhas do caso, com exceção das duas vítimas que sobreviveram ao ataque mas ainda estão internadas, e disse que não há duvidas sobre a autoria dos crimes. Segundo o 43º Distrito Policial, em Cidade Ademar, responsável pela investigação, tudo indica que Felipe teve um surto psicótico com alucinações.


Umas das testemunhas ouvidas, filha de uma das vizinhas atacadas, contou que não conseguia entender o episódio, já que convivia com Felipe desde que nasceu. Ela se referiu ao estudante como um "irmão de criação". O jovem alegou à polícia que se lembra apenas de alguns poucos flashes do que aconteceu na manhã da terça-feira (23).


Felipe recobrou a consciência durante o interrogatório e relatou que fumou maconha no dia do surto. A investigação não crê que o uso da droga tenha alguma relação com ocorrido, já que a erva se caracteriza por produzir comportamento justamente contrário ao que o estudante apresentou. Ele nega que tenha feito uso de algum outro tipo de entorpecente. 


As vizinhas que ficaram feridas, Márcia Cristina Gonçalves de Oliveira e Luiza Cristina Borges, estão internadas nos hospitais Pedreira e São Paulo, respectivamente. De acordo com a polícia, ambas estão estáveis e já não correm risco de morte.


O executivo de negócios Phillipe Batista, sobrinho de Márcia, disse que a tia sofreu traumatismo cranino e diversos cortes pelo corpo, entre eles um que rompeu um tendão do pé. "Se não tivesse com bota de couro tinha arrancado o pé dela fora também." Segundo a Polícia Civil, Felipe amputou um dos pés da mãe e ainda tentou, sem sucesso, cortar o outro.


Batista contou que conversou com um familiar da outra vítima, Luíza, e foi informado por ele de que a mulher ficou cega de um dos olhos e pode ficar com sequelas por conta dos ferimentos. Ela precisou passar por uma cirurgia de emergência devido a uma lesão na cabeça.
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Crime
O estudante Felipe Farina Garcia, de 25 anos, foi preso suspeito de matar a facadas a mãe, Suely Guerra Farina, de 59, e ferir duas vizinhas no condomínio em que morava na Vila Inglesa, Zona Sul de São Paulo, na terça.


Segundo o relato de testemunhas à Polícia Civil, o jovem andava paranoico com questões religiosas e se dizia Jesus Cristo. No apartamento dele, policiais militares encontraram um pequeno cultivo de maconha.


O crime aconteceu por volta das 9h, na Rua Vicente Pereira de Assunção, uma travessa da Avenida Yervant Kissajikian. De acordo com os depoimentos dos vizinhos colhidos pela polícia, Suely e o filho viviam sozinhos e tinham um histórico recente de brigas, desde que o estudante passou a demostrar um fanatismo religioso.


Nesta terça, após uma discussão que começou a partir de questões espirituais, Felipe atacou a mãe com uma faca. Suely ainda conseguiu sair do apartamento e, aos gritos, correu em direção às escadas, mas o filho, que dizia que ela estava possuída, a alcançou dois andares abaixo.


Vizinhas
Três vizinhas ouviram o desespero de Suely e saíram de suas casas para ajudá-la. Em vão, segundo a polícia. O estudante esfaqueou a mãe na frente das vizinhas. Duas delas, que tentaram intervir, também foram atingidas com golpes de faca. A terceira conseguiu fugir e se trancou em um dos cômodos de seu apartamento.


Outros vizinhos ouviram a confusão e chamaram a Polícia Militar (PM). Segundo o boletim de ocorrência registrado no 43º DP, Felipe permaneceu nas escadas do edifício depois dos crimes e foi detido lá mesmo pelos policiais. O jovem teria resistido à prisão e entrado em luta corporal com os PMs.


Interrogado na delegacia, o estudante não soube explicar o motivo do ataque. Segundo a polícia, ele alegou que não se lembrava de nada do que acabara de acontecer. Suely não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local do crime. As duas vizinhas também atingidas foram socorridas e encaminhadas a hospitais da região.


Felipe foi autuado em flagrante por homicídio e pela tentativa dos outros dois assassinatos. O estudante também vai responder pelo crime de tráfico, já que a PM apreendeu vasos com pés de maconha com o equivalente a 102 gramas da droga no quarto dele.


O estudante Marco Hasckel foi colega de classe de Felipe na universidade e contou que ele era um rapaz inteligente e estudioso, mas que "andava estranho ultimamente". "Perdemos um pouco o contato da faculdade, mas de vez em quando encontrava com ele correndo pelo bairro. Tava meio apegado com esse negócio de Igreja, achando que todo mundo era pecador. Uns amigos dele mais próximos falaram que ele dizia ser Jesus", afirmou.

Novo terremoto na Itália causa pânico após mais de 240 mortes

Um tremor de 4,3 de magnitude voltou a atingir a região central da Itália nesta quinta-feira (25), causando novos desmoronamentos, segundo a Associated Press. Em Amatrice, uma das cidades mais atingidas pelo terremoto de quarta-feira (24), o desabamento parcial de um imóvel provocou pânico entre os moradores.

Mais de 240 pessoas morreram e centenas seguem desaparecidas, segundo os últimos balanços divulgados pelas autoridades. Só em Amatrice foram registradas 200 mortes, segundo o prefeito da cidade. A Defesa Civil italiana informou que 270 pessoas estão hospitalizadas e cerca de 1,2 mil estão desabrigadas na região.



A agência Efe informou que a fachada do prédio que desmoronou nesta manhã fica perto de um alojamento temporário das vítimas do terremoto de quarta, no parque de Amatrice. O novo tremor foi registrado às 14h36 (horário local, 9h36 em Brasília).


Buscas
Mais de 4,3 mil pessoas trabalham na busca por sobreviventes. Escavadeiras são usadas nos maiores desmoronamentos, mas em diversos pontos bombeiros e socorristas usam as próprias mãos para retirar escombros e tentar alcançar vítimas. As operações de resgate, que aconteceram com temperaturas abaixo dos 10 graus, não têm previsão de interrupção.

A Defesa Civil admite que esse número pode aumentar, já que ainda há centenas de desaparecidos. O jornal "Corriere della Sera" afirma que existem ainda quase 300 feridos. O Itamaraty informou que não há registro de brasileiros entre as vítimas.

Turistas
A região afetada pelo terremoto, a apenas 160 quilômetros de Roma, é uma área de passagem de turistas, o que provoca o temor de mortos de várias nacionalidades.

As autoridades temem pela vida dos hóspedes do célebre e histórico Hotel Roma de Amatrice, que estava com ocupação total por ocasião de uma festa tradicional em homenagem à criação há 50 anos da receita de spaghetti à "matriciana", segundo a France Presse.

Em homenagem à receita com molho de tomate e bacon estão surgindo várias iniciativas desolidariedade por parte de cozinheiros e donos de restaurante de todo o mundo com a população de Amatrice.

Resgate emocionante
Em Pescara del Tronto, o resgate da menina Julia, de apenas 10 anos, emocionou as equipes de resgate. Ela foi retirada dos escombros de um imóvel sob aplausos.

O primeiro tremor, de magnitude 6,2, aconteceu às 3h36 de quarta-feira (22h36, de terça-feira, em Brasília) e o impacto foi maior perto de Perugia, região localizada a menos de 200 km de Roma, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês), organismo que registra os tremores em todo mundo.
Menina de 10 anos foi retirada com vida dos escombros em Pescara del Tronto, na Itália (Foto: Reprodução/TV Globo)

Mais de 100 tremores secundários foram registrados durante a noite, incluindo um particularmente forte, às 5H20, que provocou mais deslizamentos de terra, segundo a France Presse.

Prevenção
Um dia depois da tragédia, entre a desolação e a surpresa, várias perguntas começam a ser feitas sobre o preço elevado pago pela Itália, com destaque para a qualidade das construções, segundo a France Presse.

O primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, admitiu na quarta-feira as enormes dificuldades para proteger tantos vilarejos e cidades com valiosos centros históricos, construídos há vários séculos.

Especialistas, historiadores e arqueólogos serão mobilizados em toda a península para avaliar o patrimônio e estabelecer um calendário de obras de prevenção, para impedir que vilarejos localizados em áreas de alto risco sísmico desapareçam com um terremoto.

"Nós, os geólogos, há anos pedimos que se desenvolva a cultura da prevenção para evitar estas tragédias", declarou o presidente do Conselho de Geólogos, Francesco Peduto.

Nesta quinta-feira, o Conselho de Ministros de reunirá para decretar estado de emergência nas áreas afetadas pelo terremoto.

"Será necessário realizar um trabalho sério e contínuo", disse Renzi, que espera evitar os erros cometidos após o terremoto de 2009 em L'Acquila, cuja polêmica reconstrução se tornou um negócio lucrativo para muitos.

MPF pede multa de R$ 1,5 bilhão para Santana e mais 5 réus da Lava Jato


O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça que os réus da ação penal referente à 23ª fase da Operação Lava Jato ressarçam a Petrobras em R$ 1,5 bilhão pelos danos causados com corrupção. Além da multa, solicitou a devolução de mais de R$ 790 milhões de produto do crime.

Neste processo, são réus o ex-marqueteiro do Partido dos Trabalhadores (PT) João Santana, a mulher dele Mônica Moura, o engenheiro Zwi Skornicki, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, o ex-gerente da petrolífera Eduardo Musa e o ex-diretor da Sete Brasil João Ferraz.

Do grupo, apenas João Vaccari Neto está preso no Complexo Médico-Penal, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

De acordo com a denúncia feita pela força-tarefa da Lava Jato, João Santana e Monica Moura receberam US$ 3 milhões de offshores ligadas à Odebrecht, entre 2012 e 2013, e US$ 4,5 milhões do engenheiro Zwi Skornicki, entre 2013 e 2014.

Os investigadores afirmam que o dinheiro é oriundo de propina retirada de contratos da Petrobras e da Sete Brasil - empresa criada para operação do pré-sal.

Em audiência com o juiz Sérgio Moro, João Santana e Monica Moura afirmaram que o valor de US$ 4,5 milhões feito pelo engenheiro Zwi Skornick foi de caixa dois da campanha presidencial de Dilma Rousseff, em 2010. Questionada por Moro, ela disse que não sabia da origem do dinheiro.

Mentira
O ressarcimento de R$ 1,5 bilhão consta nas alegações finais do Ministério Público Federal apresentadas na terça-feira (23) à Justiça Federal. No documento, os procuradores afirmam que o casal mentiu ao afirmar que não tinham conhecimento da origem do dinheiro.

Para a força-tarefa, eles sabiam que o montante foi adquirido a partir de corrupção e aceitaram recebe-lo.

"Apesar do esforço argumentativo feito por Mônica Moura e João Santana, observa-se claramente a incoerência e falsidade da tese defensiva", afirmam os procuradores.
As alegações são a última etapa na tramitação da ação penal, antes da sentença do juiz.

A força-tarefa ainda reforçou o pedido de condenação dos réus.

Veja a acusação que recai sobre cada um
1) Zwi Skornicki - operador: organização criminosa, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
2) João Santana - marqueteiro: corrupção passiva, lavagem de dinheiro.
3) Monica Moura - mulher de Santana: corrupção passiva, lavagem de dinheiro.
4) João Ferraz - ex-diretor da Sete Brasil: organização criminosa, corrupção passiva.
5) João Vaccari Neto - ex-tesoureiro do PT: corrupção passiva, lavagem de dinheiro.
6) Eduardo Musa - ex-gerente da Petrobras: organização criminosa, corrupção passiva.

Sessão para julgamento de Dilma tem bate-boca e troca de acusações

BRASÍLIA — Depois que foi iniciado o julgamento final do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, os senadores começaram a apresentar questões de ordem. Em meio às discussões, a sessão foi suspensa pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, após um acalorado bate-boca entre a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Magno Malta (PR-ES). Minutos depois, a sessão foi retomada. (INFOGRÁFICO: passo a passo do julgamento final)

Gleisi afirmou que os senadores não tinham moral para fazer o julgamento da presidente devido às diversas acusações que existem contra vários deles.

— Qual é a moral que vocês têm? — afirmou Gleisi.

A frase irritou senadores pró-impeachment. O líder do DEM, Ronaldo Caiado (GO), levantou-se e citou indiretamente as acusações contra o ex-ministro Paulo Bernardo, marido de Gleisi, sobre fraude em empréstimos consignados.

— Eu não sou ladrão de aposentadoria — disse Caiado, com o dedo em riste.

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) interveio chamando o parlamentar do DEM de canalha e citando o senador cassado Demóstenes Torres, que foi aliado de Caiado.

— Demóstenes é que sabe da sua vida — afirmou o petista.

Caiado ficou ainda mais irritado e atacou Lindbergh.

— Tem que fazer antidoping. Fica aqui cheirando não – disse Caiado.

Na discussão acalorada, Gleisi respondeu a Caiado.

— E você é de trabalhador escravo.
Bate-boca entre os senadores Ronaldo Caiado e Lindberg Farias - ANDRE COELHO / Agência O Globo

Mais cedo, Lindbergh Farias também provocou reações acaloradas no plenário, ao ressaltar que o presidente interino Michel Temer havia jantado com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

— Estratégia de procrastinação, de chicana. O presidente do Senado também esteve com a presidente Dilma, e o senador Lindbergh não falou nada. Ele inclusive não manifestou seu voto — rebateu Cássio Cunha Lima (PSDB-PB).

A primeira questão de ordem foi colocada pela senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). Ela pediu a suspensão do julgamento porque ainda não houve análise pelo Congresso das contas de 2015. Este processo ainda está no Tribunal de Contas da União e trata, entre outros temas, das pedaladas fiscais e dos decretos de crédito suplementar, que são as bases jurídicas do impeachment.


— Vale mais um parecer prévio do Tribunal de Contas ou a decisão do Congresso? E se amanhã a presidente for inocentada? O mandato será devolvido a ela? — questionou ela.

O senador Ronaldo Caiado fez a contradita da questão de ordem ressaltando que a suspensão do julgamento até que se analise as contas já foi rejeitada em diversas fases do processo. Ele chamou o pedido de "chicana" e "procrastinação".

— Não só é repetitivo, mas é um desrespeito ao ministro — afirmou Caiado.
Sessão do impeachment no Senado - Pedro França / Pedro França/Agência Senado

A declaração provocou reações e se sucedeu de um longo debate. Aliados de Dilma reclamaram do uso da palavra "chicana". O advogado da presidente, o ex-ministro José Eduardo Cardozo, também protestou.

— Em nenhum momento a defesa utilizou qualquer medida procrastinatória — disse Cardozo.

A advogada da acusação Janaína Conceição Paschoal afirmou que a denúncia não se baseia na rejeição das contas pelo TCU, mas em fatos apontados no trabalho daquela corte.

Lewandowski rejeitou a questão de ordem afirmando que a decisão do STF era "restrita" à questão de inelegibilidade de prefeitos, não podendo ser estendida ao impeachment.

— Este alegado fato novo, a meu ver, não altera o posicionamento que essa Presidência já tomou em relação à questão de ordem na sessão de pronúncia — afirmou o presidente do STF.

Logo em seguida, Lewandowski também negou a segunda questão de ordem, apresentada pela senadora Gleisi Hoffmann. A petista disse que a presidente Dilma não cometeu crime ao editar decretos de verbas orçamentárias.

— Não temos atentado doloso à Constituição na edição dos decretos. A presidente não teve intenção de desrespeitar alguém ou de descumprir a meta fiscal. Inepta a denúncia — disse Gleisi.

— Essa questão confunde-se com o mérito. Então, indefiro essa questão — respondeu Lewandowski, sem abrir para debates.



Em seguida, foi a vez de a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) apresentar a terceira questão de ordem, alegando que não houve irregularidade na questão do Plano Safra.

— Não é procrastinação, é obstinação. Tem muito ansiolítico por aí para conter essa ansiedade — alfinetou Kátia Abreu.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Racismo: Cliente acusado de roubo disse que ficou sem roupa no Mercado Meira






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Eduardo Bispo da Paixão, 56 anos, o Edu Arts, casado, pais de duas filhas e que trabalha no ramo de estofados, disse que passou a maior decepção na tarde desta terça feira, no interior do supermercado Meira, no Centro Comercial de Itabuna. Contou que, como sempre faz, foi comprar alguns materiais de limpeza que estavam faltando na sua micro empresa, passou e pagou a conta no caixa do supermercado. Ao sair, foi convidado , por dois seguranças da loja, para ir a uma sala, onde ele teve que ficar despido e suas sacolas revistadas. Como não encontraram nada com o rapaz, eles lhe pediram desculpas. Abalado com a situação, a vítima saiu chorando, sem saber o que fazer.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Homem sobrevive a 18 injeções letais e recorre para fugir de execução nos EUA

Um condenado a morte que sobreviveu a 18 injeções letais no dia de sua execução está recorrendo à Suprema Corte norte-americana para evitar que a sua pena seja novamente realizada. A execução de Romell Broom, 60 anos, deveria ter ocorrido em setembro de 2009.

Broom foi condenado por sequestrar, estuprar e matar Tryna Middleton, 14 anos, no ano de 1984, na cidade de East Cleveland, no estado de Ohio.

Segundo informações do portal UOL, a equipe de execução não conseguiu encontrar uma veia para aplicar as drogas no corpo do condenado. Após 18 tentativas, em duas horas, o governador de Ohio na época, Ted Strickland, estabeleceu um prazo de sete dias, e Broom foi levado de volta à cela.

A falha na execução provocou nova disputa jurídica entre a defesa de Broom e a Procuradoria, encerrada quando a Suprema Corte de Ohio rejeitou os argumentos do condenado. De acordo com a agência Associated Press, a defesa alega que uma segunda tentativa de executar Broom seria inconstitucional e resultaria em uma punição cruel e incomum.

Babá que denunciou sequestro de bebê confessa que afogou e esquartejou filha na BA


Babá que denunciou sequestro de bebê confessa que afogou e esquartejou filha (Foto: Reprodução/TV Bahia)


A babá Renata Cerqueira, 20 anos, que haviadenunciado o sequestro da filha, um bebê de apenas três meses, no último sábado (20), em Porto Seguro, no extremo sul da Bahia, confessou que matou a criança. Por volta das 2h desta terça-feira (23), Renata prestou depoimento à Polícia Civil.

De acordo com a delegada Valeria Fonseca Chaves, titular da 23ª Coordenadoria de Polícia do Interior (Coorpin), Renata afogou o filho em um vaso sanitário e em seguida usou um facão para cortar a criança em três pedaços.

"Ela escondeu dois pedaços em uma panela de pressão e a cabeça ela colocou em um saco plástico e o deixou em cima do guarda-roupas", disse a delegada. O crime foi cometido na tarde de sábado. 

Ainda segundo a delegada, na tarde de segunda-feira (22) uma amiga de Renata, acreditando na história do sequestro, havia organizado uma manifestação pedindo justiça. Renata então esperou a mãe ir para o protesto para colocar a panela de pressão sobre o fogão. Ao retornar para casa, a avó do bebê estranhou o peso da panela e o odor que saia dela.

Policiais foram chamados pela mãe de Renata e, ao abrirem a panela, encontraram os pedaços do bebê. Eles então realizaram buscas na casa e encontraram a cabeça da criança dentro do saco plástico. Renata foi detida ainda na tarde de ontem.



(Foto: Reprodução) 


Em depoimento, Renata contou que matou a filha porque estava com descontrole emocional e sem condições de criar a filha. Segundo ela, o pai da criança, que também mora em Porto Seguro, se separou dela quando descobriu a gravidez.

Ela disse ainda que ele nunca deu nenhum tipo de apoio e estava insistindo para que o relacionamento fosse reatado. "Ela disse que toda a situação a deixou muito nervosa, por isso ela resolveu tirar a vida da criança. Mas em momento nenhum ela demonstrou arrependimento", disse a delegada Valéria. Na tarde desta terça, Renata foi apresentada a Justiça que, segundo a Polícia Civil, deverá decretar a prisão preventiva dela.

Jovem é encontrada morta após fazer aborto em clínica clandestina


A 21ª DP (Bonsucesso) investiga a morte de uma jovem de 28 anos, ocorrida após ela fazer um aborto numa clínica na Zona Norte do Rio. O corpo de Caroline de Souza Carneiro, de 28 anos, foi encontrado na Rua Joaquim Ottoni, no bairro Senhor do Bonfim, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Duas pessoas estão sendo ouvidas na 21ª DP. Já o namorado da vítima é ouvido pela polícia em Paraíba do Sul, município no Centro Fluminense, cidade onde Caroline morava com a família.



— Ela saiu de casa no dia 19 para fazer uma cirurgia de aborto. A cirurgia foi combinada por ela e pelo namorado. O corpo foi encontrado na noite do mesmo dia em Duque de Caxias — disse Wellington Vieira, delegado-titular da 21ª DP.

Segundo o namorado da jovem, Caroline saiu de casa na madrugada de sexta-feira, em Paraíba do Sul, e chegou na rodoviária do Rio por volta das 7h. Ela disse que deveria ser procurada em uma casa de repouso, na Rua Ana Nery, no bairro de Benfica, na Zona Norte. Ela estava grávida há 5 meses, porém a família não sabia sobre a gestação.

Após o namorado avisar a família, um primo veio ao Rio procurar a jovem. Ele foi no endereço indicado pela jovem e confirmou que haviam pessoas que faziam parte da clínica no local. A Polícia Civil foi ao endereço e os agentes descobriram que o proprietário do imóvel é um homem que foi preso em 2013 por aborto, porém foi solto. O prédio onde as cirurgias eram realizadas fica a aproximadamente um quilômetro do imóvel.

O dono do clínica foi preso em 2013 por aborto Foto: Reprodução



O corpo de Caroline foi encontrado com um corte na barriga, o que levou a polícia a concluir que ela morreu em decorrência da cirurgia. Os integrantes da quadrilha vão responder por homicídio, formação de quadrilha e ocultação de cadáver.

Material apreendido pela polícia Foto: Reprodução



A jovem foi enterrada nesta segunda-feira, em Paraíba do Sul.

Jovem estava grávida de 5 meses Foto: Reprodução



Outros casos

Abortos clandestinos provocaram as mortes de pelo menos outras duas mulheres no Rio em 2014. Em agosto daquele ano, Jandira Magdalena dos Santos Cruz, de 27 anos, esteve numa clínica em Campo Grande, na Zona Oeste da capital, para fazer o procedimento. O corpo dela foi encontrado carbonizado dias depois em Mangaratiba, no Sul Fluminense. No ano passado, a Justiça determinou que os responsáveis pela morte e ocultação de cadáver fossem levados a júri popular.

Em setembro, Elizângela Barbosa, de 32 anos, morreu após fazer um aborto numa casa no bairro do Sapê, em Niterói, na Região Metropolitana. O caso foi investigado pela Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo, que descobriu que a mulher deu entrada já morta no Hospital estadual Azevedo Lima, ainda em Niterói.

Lewandowski nega pedido da defesa de Dilma para anular votação da pronúncia Decisão mantém início do julgamento para a próxima quinta-feira



BRASÍLIA - O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, decidiu nesta terça-feira negar recurso da presidente afastada Dilma Rousseff que visava anular a votação da pronúncia no processo de impeachment. A decisão mantém o início do julgamento para a próxima quinta-feira (25).

Em um documento de 37 páginas, Lewandowski aborda diversos questionamentos feitos pela defesa e decide “não conhecer” do recurso. O presidente do STF ressalta que não cabe à Corte analisar decisões sobre o mérito do processo.

“A Constituição de 1998, como se sabe, reservou ao STF um papel sui generis nesse processo, que apresenta simultaneamente um cunho jurídico e outro político. Não lhe atribuiu qualquer competência de natureza recursal em face de decisões tomadas pelo Parlamento, onde o julgamento começa, prossegue e termina”, diz Lewandowski.

O presidente do STF, porém, vai além e afirma não ter encontrado nas questões levantadas pela defesa nada que justificasse a revisão da decisão dos senadores.

“Com efeito, não vislumbro nenhuma nulidade na decisão de pronúncia proferida pelo Senado Federal”, afirmou.

Lewandowski afirma que o fato de as preliminares terem sido votadas em bloco não causaram “prejuízo” à defesa e ressalta que a votação ocorreu desta forma por decisão da própria bancada do PT que fez o destaque reunindo os questionamentos. Ele ressaltou que em seu relatório o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) rejeitou as preliminares justificando individualmente os motivos. Lewandowski observou ainda ser recorrente também no Judiciário a votação em bloco de preliminares.

O presidente do STF rejeitou ainda outro pedido da defesa, de absolvição sumária. Ele ressaltou que cabe aos senadores fazer o julgamento e que a manifestação pela pronúncia já rechaça essa hipótese.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Com medo de morrer, maratonista etíope, medalha de prata na Rio-2016, pede asilo ao Brasil


O maratonista etíope Feyisa Lilesa, medalha de prata na Olimpíada, pediu hoje à Polícia Federal asilo ao Brasil.

Lilesa justificou o pedido: tem medo de morrer se retornar à Etiópia, depois de ter feito ontem na reta de chegada o gesto de cruzar os braços e pôr as mãos acima da cabeça. Era um protesto contra o governo do presidente Mulatu Teshome.

A PF ainda não deu resposta. Motivo: na verdade, Lilesa quer refúgio nos EUA.

Fez o pedido na Superintendência da PF do Rio de Janeiro para ganhar tempo. O delegado que o atendeu explicou que ele ainda pode ficar de forma regular mais 70 dias no Brasil.

Lilesa decidiu, então, esperar a chegada de um amigo etíope, prevista para amanhã. Ele trará os documentos que servirão para que seja pedido refúgio, asilo ou visto permanente para o corredor no Consulado dos EUA no Rio.

Por ouro, cada jogador vai receber cerca de R$ 500 mil em premiação



Valeu – e muito – o ouro para a seleção brasileira. Fora a oportunidade de ter conquistado um título inédito, cada um dos 18 atletas da campanha vai receber cerca de R$ 500 mil em premiação da CBF (Confederação Brasileira de Futebol). 

O total pago pela entidade será de aproximadamente R$ 12 milhões – ou seja, quase R$ 3 milhões seriam divididos pela comissão técnica. A informação foi divulgada inicialmente pela “Folha” e confirmada pelo GloboEsporte.com nesta segunda-feira.

Cada jogador vai receber cerca de R$ 500 mil em premiação pela medalha de ouro (Foto: Reuters)



A diferença é considerável para atletas de outras modalidades. O COB (Comitê Olímpico Brasileiro) decidiu por uma premiação de R$ 35 mil aos brasileiros que subissem ao pódio individualmente, sem restrição à cor da medalha. Nos esportes coletivos, a remuneração é de R$ 17,5 mil, metade. O pagamento será feito via patrocinadores.

A seleção brasileira de futebol masculino conquistou a medalha de ouro no último sábado ao derrotar a Alemanha, por 5 a 4, nos pênaltis, após empate por 1 a 1 no tempo normal e prorrogação. O Time Brasil terminou sua participação na Olimpíada com 19 medalhas – sete de ouro, seis de prata e seis de bronze.

Prata na Rio 2016 leiloa medalha na web para ajudar menino com câncer

Piotr Malachowski medalha de prata no arremesso de disco (Foto: Reuters)Essa é a segunda medalha de prata de Piotr Malachowski (Foto: Reuters)


O polonês Piotr Malachowsk resolveu fazer uma boa ação com a medalha de prata que conquistou no arremesso de disco da Rio 2016 no último dia 13. Sensibilizado com a história de um menino sem recursos para tratar um câncer no olho, o atleta está leiloando o prêmio. Em sua conta no Facebook, ele explicou que foi procurado pela mãe de Olek logo após a conquista e que, já que não conseguiu o ouro, está tentando fazer sua prata aumentar de valor para quem precisa. O atleta disse ainda que todo dinheiro arrecadado com o leilão, que vai até o dia 26 de agosto, será investido no tratamento do pequeno em Nova York. Até o momento, o maior lance dado pela medalha de Malachowsk, que também conquistou o segundo lugar em Pequim, chega a pouco mais de R$ 60 mil.


- Ganhar uma medalha olímpica para um atleta é realizar um sonho de vida. Claro, a de ouro é a mais preciosa. Eu fiz tudo que estava ao meu alcance para obtê-la. Infelizmente desta vez não tive sucesso. No entanto, o destino me deu uma chance de aumentar o valor da minha prata.
Pouco tempo depois da competição, Goshia, mãe de Olek, escreveu para mim pedindo ajuda para salvar seu filho. Olek tem quase dois anos e está lutando contra um câncer no olho durante mais da metade de sua vida. O retinoblastoma é um tumor maligno do olho, que só ocorre em crianças com menos de 5 anos de idade. Na Polônia, não há chance de salvar Olek. A única possibilidade é a terapia em Nova York. Eu decidi ajudar Olek e enviei a medalha do Rio para o leilão. Todo o valor arrecadado no leilão será gasto com o tratamento de Olek. Eu também quero incentivar todas as pessoas de boa vontade a pagar ou depositar dinheiro na conta, enviar mensagens de texto e ajuda de qualquer maneira possível. Vamos ajudar os pais e a família de Olek. No Rio, eu lutei para ter o ouro. Hoje, faço um apelo a todos para algo que é ainda mais valioso. A saúde deste menino fantástico. É por isso que eu convido todos vocês para o leilão. Se você ajudar, minha prata pode ser mais valiosa do que o ouro para Olek - escreveu.
Piotr Malachowsk postagem de leilão da medalha (Foto: Reprodução)Piotr Malachowsk postou apelo em sua conta no Facebook (Foto: Reprodução)

NÃO PODEMOS NOS OMITIR DE UMA ELEIÇÃO TÃO IMPORTANTE COMO ESTA



Eu venho agradecer a todos pelo carinho por nos receber nas comunidades, esse é o reconhecimento que o povo tem por quem faz o bem. Em todo tempo as pessoas tem recebido com muita tristeza a notícia de que estamos fora do processo político dessas eleições, essa decisão também tem nos entristecido muito, mas não tivemos outra alternativa. Um reino divido não chegar a lugar algum. A maioria dos candidatos estão com dificuldades de conquistar o eleitor, principalmente dessas comunidades que foram abandonadas pelo poder público. Eu costumo dizer que a diferença do político para o mendigo é que o mendigo pede para não morrer de fome e o político para não morrer nas urnas. Sabemos que o voto vem por serviços prestados ou um favor merecido, por isso que a campanha de alguns tem um custo alto, pois só procuram o eleitor para saciar o desejo de assumir um cargo público para auto se beneficiar. Estamos fora desse pleito mas vamos apoiar alguém, pois não podemos nos omitir de ter uma participação de uma eleição tão importante quanto esta que trata-se do futuro da nossa Ilhéus. Quero dizer para os amigos e aqueles que nos apoiam e sempre acreditaram e acreditam em nossa trajetória, que escolheremos o que pensamos ser melhor para todos nós. Até terça-feira estaremos anunciando o nosso candidato a prefeito.  Já ouvir a maioria deles e estamos certo de que escolheremos o rumo certo.

Cliente que encontrou aranha em sanduíche do McDonald's é indenizada em R$ 10 mil

Uma loja do McDonald's em Fortaleza foi obrigada a pagar R$ 10 mil de indenização para um aposentada que encontrou uma aranha dentro de um sanduíche.

De acordo com decisão do Tribunal de Justiça do Ceará, assinada pelo desembargador Francisco Bezerra Cavalcante, a cliente “ao encontrar o inseto no sanduíche que estava degustando, seguramente experimentou severo dissabor, náuseas e grave sentimento de repulsa, estando configurada, por conseguinte, a ocorrência dos danos morais, o que impõe a devida indenização”.

Na ocasião, o gerente da lanchonete propôs a troca do produto, mas a cliente recusou. Ela registrou boletim de ocorrência e encaminhou o sanduíche para análise do laboratório da Secretaria de Saúde do Ceará. O laboratório constatou a presença da aranha no alimento.

A cliente ajuizou a ação na Justiça alegando que poderia ter contraído uma doença, além de ter sofrido constrangimento em público. 

A empresa contestou a versão da cliente e pediu improcedência da ação depois de argumentar que a confecção do produto e das matérias-primas passam por rigoroso controle de segurança e higienização, sendo improvável o ingresso de um corpo estranho no alimento. o pedido foi negado pela Justiça e, agora, a empresa terá de indenizar a cliente em R$ 10 mil, atualizado com juros monetários.



Torcedor acusa ator Murilo Rosa de vender ingressos falsos para jogo do Brasil

Um torcedor acusou o ator Murilo Rosa de vender ingressos falsos para a final do futebol masculino da Olimpíada, entre Brasil e Alemanha, no Maracanã. Segundo o torcedor, que também é advogado, o ator cobrou R$ 1,5 mil por dois bilhetes para o jogo. Cada ingresso tinha impresso o valor de R$ 700. Após comprar os bilhetes do ator, o advogado e seu filho, de 12 anos, foram barrados na porta do estádio na noite de sábado (20). O caso foi registrado na 18ª DP como estelionato.

O ator Murilo Rosa afirmou que também foi enganado e não sabia que os ingressos eram falsos. Ele havia comprado os bilhetes de um desconhecido na porta do estádio, mas decidiu vender depois que percebeu que os assentos não eram um ao lado do outro e os dois ficariam distantes. 

"Meu filho tinha o sonho de ver a seleção de perto e, mesmo sem ingresso, fomos até o Maracanã tentar comprar alguma entrada. Estávamos na fila do portão B, quando me disseram que o ator estava vendendo ingressos. Fui até lá. Ele estava com a mulher e disse que tinha comprado cada ingresso por R$ 1 mil. Disse que só tinha R$ 1,5 mil e ele aceitou. Só comprei dele porque ele é um ator famoso, passa credibilidade. Quando chegamos na porta, fomos barrados. Disseram que era falsos. Não deu para acreditar. Em vez de ver o jogo, passamos horas na delegacia", desabafou o advogado, que não quis se identificar e é natural de Cuiabá, ao jornal Extra.

De acordo com o ator, ele comprou os ingressos por R$ 2 mil no Parque Olímpico, nas mãos de um rapaz "bem apessoado". Ainda segundo ele, o contato teria sido passado por um parente. "Só me pareceu um pouco afoito, mas estava com a mulher. Então comprei [...] Nunca ia imaginar que os ingressos eram falsos", disse. 


Os ingressos foram entregues pelo advogado na delegacia e passarão por uma perícia. Um inquérito já foi aberto pela Polícia Civil para investigar o caso.

Brasil tem melhor desempenho da história, mas não atinge meta de medalhas

Foram 19 pódios para o Brasil nos Jogos Olímpicos, um recorde na história do país. Mas o número de medalhas não foi o necessário para se chegar à meta estabelecida pelo governo e pelo Comitê Olímpico do Brasil, de ficar entre os 10 primeiros países no ranking de total de medalhas.

Em 2012, quando foi estabelecido pelo governo o Plano Brasil Medalhas, a meta era investimento de R$ 1 bilhão de recursos públicos em bolsas para atletas, investimento em equipes técnicas e participação em torneios internacionais e também na construção de centros de treinamentos.

O Brasil terminou os Jogos do Rio em 13º no ranking com total de medalhas. Com sete ouros, o país bateu o recorde de Atenas 2004, quando foram conquistadas cinco medalhas. Ainda superou o número de medalhas de prata, com seis conquistas.

Incentivos aos atletas
Nos Jogos do Rio 2016, 358 dos 465 dos atletas brasileiros (77%) receberam apoios diretos do governo com o Bolsa Atleta. Para os esportistas, foram estabelecidas quatro tipo de bolsas: nacional (R$ 925 mensais), internacional (R$ 1.850), olímpica (R$ 3.100) e pódio (R$ 5 mil a R$ 15 mil). Cada bolsa é definida de acordo com os resultados dos atletas. Em 2016, está previsto o gasto de R$ 80 milhões para este benefício.

Além deste incentivo, 145 atletas que estiveram nos Jogos também eram apoiados pelo Programa Atletas de Alto Rendimento das Forças Armadas, que incorporou esportistas em destaques como 3º sargento temporário nas três forças, com soldo de R$ 3.200 reais. Esses atletas conquistaram 14 medalhas na Rio 2016. Em 2016, o programa tem previsão orçamentária de R$ 43 milhões.

Confira os investimentos públicos nos medalhistas brasileiros da Rio 2016 e nos seus respectivos esportes:

Canoagem de velocidade
A grande surpresa dos Jogos foi o canoísta de velocidade Isaquias Querioz com três medalhas (duas pratas e um bronze). Isaquias recebeu Bolsa Atleta durante todo o ciclo olímpico, não sendo atleta militar. Erlon Silva, companheiro de prata de Isaquias na C2 de 1000 metros, também recebeu a Bolsa Atleta durante os últimos cinco anos. Segundo o Ministério do Esporte, a a Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa) recebeu R$ 2,1 milhões para estruturação de centros de treinamento pelo país, além de mais de R$ 6 milhões em bolsas para atletas da modalidade.



(Foto: Agência Brasil)


Judô
O esporte que mais medalhas trouxe ao país, o judô também foi apoiado ao longo do ciclo olímpico com mais de R$ 50 milhões em convênios com Ministério do Esporte. Todos os atletas da equipe que disputou os jogos ainda são apoiados pelas Forças Armadas, os homens pelo Exército e as mulheres pela Marinha. Rafaela Silva, medalha de ouro no Rio 2016, Mayra Aguiar e Rafael Silva, medalhas de bronze, receberam a Bolsa Atleta pódio durante todo o ciclo olímpico.



(Foto: Agência Brasil)

Ginástica Artística
A ginástica artística também trouxe três medalhas para o país. Diego Hypolito, prata no solo, também recebeu a Bolsa Atleta durante o ciclo olímpico. Arthur Zanetti, prata nas argolas, e Arthur Nory, bronze no solo, receberam o apoio de bolsa durante quase todo o ciclo, com exceção de 2013. Do total de recursos repassados pelo Ministério do Esporte, a Confederação de Ginástica, federações, clubes e atletas receberam cerca de R$ 29 milhões.



(Foto: Agência Brasil)



Atletismo
O atletismo foi um dos esporte que mais recursos recebeu do governo federal nos últimos anos. Só com criação e reformas de pistas oficiais foram investidos R$ 300 milhões. Além de mais de R$ 50 milhões em convênios para a manutenção de centros nacionais de atletismo, R$ 28 milhões foram para bolsas para atletas entre 2012 e 2015. Thiago Braz, ouro no salto com vara, além do apoio da Aeronáutica, recebeu o Bolsa Atleta durante todo o ciclo olímpico, com exceção de 2013.



(Foto: Agência Brasil)

Boxe
O boxe acabou sendo uma das categorias que menos recebeu recursos federais. Desde 2010, o esporte recebeu menos de R$ 1 milhão. Mas os atletas acabaram amparados pelo Bolsa Atleta, com R$ 9 milhões em bolsas. Robson Conceição, ouro na categoria até 60 kg, também é terceiro sargento da Marinha e recebeu apoio da bolsa em todo ciclo olímpico.



(Foto: Agência Brasil)

Vela
A dupla Kahena Kunze e Martine Grael, ouro na classe 49er FX da vela, terceiras sargentas da Marinha, receberam apoio durante quatro anos do último ciclo olímpico. A vela, segundo esporte que mais conquistou medalhas para o Brasil, recebeu investimento do Ministério dos Esporte apenas em bolsas para mais de 600 atletas, somando R$ 13 milhões.



(Foto: Agência Brasil)




Vôlei de quadra e de praia
O vôlei é um dos principais esportes do país, trazendo na história 23 medalhas olímpicas nas modalidades de quadra e de praia. Desde 2010, diversos convênios entre Ministério do Esporte e a Confederação Brasileira de Vôlei permitiram a estruturação da modalidade no país, com investimentos de R$ 48 milhões. Em bolsas atletas, foram desembolsados R$ 8 milhões para duplas de praia e R$15,5 milhões para os jogadores de quadra.



As duplas Alison e Bruno - ouro na praia - e Agatha e Bárbara - prata no feminino - além de sargentos da Marinha, recebem o bolsa atleta desde 2013. Dos 12 integrantes da equipe masculina que conquistou o ouro no vôlei de quadra, dez receberam apoio da bolsa atleta em algum momento do ciclo olímpico.


Tiro Esportivo
O primeiro medalhista brasileiro nos Jogos do Rio, o atirador Felipe Wu é sargento do Exército e apoiado pela bolsa atleta desde 2012. Cerca de R$ 9 milhões foram executados em convênios para o desenvolvimento da modalidade no país. Além do aporte de mais de R$ 13 milhões em bolsas atletas durante o período olímpico.



(Foto: Agência Brasil)


Maratonas Aquáticas
Poliana Okimoto, bronze na Rio 2016, é terceira sargenta do Exército e também apoiada pela Bolsa Atleta desde 2012. Para os atletas da maratona aquática, foram desembolsados mais de R$ 2 milhões. Não há especificações para convênios diretamente para a modalidade, o ministério informou que Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) recebeu, desde 2010, mais de R$ 15 milhões para investimentos na natação, maratonas aquáticas, nado sincronizado, saltos ornamentais e polo aquático.



(Foto: Agência Brasil)

Taekwondo
A Confederação Brasileira de Taekwondo recebeu em convênio com Ministério do Esporte R$ 3 milhões. Com o Bolsa Atleta, o aporte na modalidade foi de R$ 11,6 milhões. Maicon Andrade, bronze na categoria acima de 80 kg, recebe o benefício desde 2014, sendo ainda terceiro sargento da Aeronáutica.



Futebol
A seleção masculina ganhou pela primeira vez o ouro olímpico. O esporte que na categoria masculina é o mais profissional no país, ao contrário do feminino, que mesmo sofrendo do amadorismo, chegou em quarto lugar na Rio 2016. Somente a modalidade feminina recebe apoio do governo federal, recebendo recursos de patrocínio de estatais e de leis de incentivo ao esporte, além de R$ 9 milhões em bolsas atletas.

 
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